Keir Starmer embarca para a China para buscar reaproximação econômica e reduzir a dependência da China em relação aos Estados Unidos, em visita inédita de um líder britânico em oito anos. A viagem acontece nesta terça-feira, com escala em Pequim e Shanghai, e inclui reuniões com autoridades chinesas e uma passagem por Japão. A comitiva envolve dezenas de executivos e dois ministros.
O objetivo central é avaliar a postura atual dos EUA e de Donald Trump nas relações internacionais, bem como abrir espaço para maiores laços comerciais com a China. Starmer já havia sinalizado, desde sua eleição em 2024, que normalizar as relações com Beijing seria prioridade para, segundo ele, melhorar serviços públicos e a economia britânica.
A agenda inclui encontros com líderes chineses em Pequim, seguido de viagem a Xangai. A delegação também contempla empresários de diversos setores, com foco em investimentos e cooperação tecnológica. O programa de três dias encerra com uma breve passagem pelo Japão.
Contexto internacional e economia
A visita ocorre em meio a tensões entre Reino Unido e Estados Unidos por questões de comércio e segurança, e após a aprovação britânica de planos para uma megabase diplomática em Londres, com críticas sobre espionagem. Dados oficiais apontam que, no primeiro semestre de 2025, a China foi o quarto maior parceiro comercial do Reino Unido, com ~100 bilhões de libras em comércio.
Analistas ouvidos pelo portal destacam que a China, ao defender uma visão multipolar, oferece oportunidades para afastar a dependência excessiva dos EUA, mas ressaltam ganhos econômicos limitados até o momento. Um integrante do China Strategic Risks Institute questiona quais resultados práticos a viagem poderá trazer para o crescimento britânico, apontando que a trajetória ainda precisa de demonstrações concretas de benefício econômico.
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