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Lula vai aos EUA em março para encontro olho no olho com Trump

Lula vai a Washington em março para encontro olho no olho com Trump, abordando Venezuela, reforma da ONU e questões diplomáticas internacionais

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Encontro com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático - ASEAN em Kuala Lampur, Malásia. — Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que viajará a Washington em março para um encontro olho no olho com o presidente dos EUA, Donald Trump. A confirmação ocorreu após Lula chegar ao Panamá, onde participa do Fórum Econômico Internacional da América Latina e do Caribe.

Segundo Lula, ele conversou com Trump na segunda-feira (26) e também manteve contatos com outros líderes, incluindo Macron e Boric. O objetivo é discutir multilateralismo, democracia no mundo e fortalecer as relações Brasil-Estados Unidos.

Lula destacou que acredita ser possível retomar a normalidade nos cenários internacional e econômico, com foco no crescimento e na cooperação entre as duas maiores democracias do Ocidente. A agenda bilateral deve incluir prioridades de segurança e comércio.

Situação da Venezuela

No Panamá, o presidente brasileiro falou sobre a crise na Venezuela e disse que pretende conversar em breve com a presidente interina Delcy Rodríguez. Lula afirmou que a solução deve partir do povo venezuelano, com respeito à soberania do país.

A conversa entre Lula e Trump também abordou a situação regional e a visão de Brasil e EUA sobre atuação no Caribe, com especial atenção às questões de democracia e estabilidade regional.

Conselho da Paz e reformas da ONU

Durante o diálogo, foi tratado o convite do Brasil para integrar o Conselho da Paz, criado por Trump. Lula não confirmou participação, sugerindo que o órgão tenha foco humanitário e na Faixa de Gaza, com espaço para a Palestina.

Fontes da diplomacia indicam que o governo brasileiro pretende questionar brechas jurídicas do estatuto antes de qualquer decisão sobre o Conselho da Paz, preferindo uma posição cuidadosa.

Lula também reiterou a defesa de uma reforma abrangente da ONU, com ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança. A ideia é ampliar representatividade e responsabilizar atores globais de forma mais equilibrada.

Agenda europeia e perspectivas

A agenda de Lula inclui viagens previstas para Índia e Coreia do Sul em fevereiro. Somente após esses compromissos deverá ocorrer a definição final sobre a viagem a Washington, conforme informou o Planalto.

Estima-se que o encontro com Trump confirme avanços em cooperação econômica, combate à lavagem de dinheiro e combate ao tráfico de armas, interesses que os dois governos apresentaram como prioritários.

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