Um caso de deportação envolvendo uma menor cidadã dos EUA ganhou atenção após a retirada de Génesis Ester Gutiérrez Castellanos, de cinco anos, junto com a mãe, Karen Guadalupe Gutiérrez Castellanos, no dia 11 de janeiro. A menina, nascida nos EUA, foi levada para Honduras, onde não havia vivido antes.
A mãe estava com uma ordem administrativa de deportação de 2019 contra ela, ainda antes do nascimento de Génesis. As duas passaram quase uma semana em um hotel a cerca de 128 quilômetros de casa, sem acesso a advogado ou audiência.
Gutiérrez trabalhava como limpiadora e afirmou que vivia com medo de incidentes de ICE ante a intensificação das ações de deportação. Génesis chegou a Honduras, onde tem familiares, enquanto a mãe tenta reverter a situação.
Contexto legal e desdobramentos
Gutiérrez descreveu ter solicitado um visto U para vítimas de violência doméstica, com processamento lento e amplo atraso. A menina cresce entre tios e primos, em ambiente sem familiaridade com o país de destino.
Segundo organizações ligadas a direitos de imigrantes, a série de procedimentos criticados neste caso envolve dificuldade de localização das pessoas no sistema e de contato com advogados. Analistas destacam que esse padrão pode indicar riscos maiores.
A mãe afirmou que pretende, em breve, acompanhar Génesis de volta aos EUA, acompanhada por outro parente, para manter a vida escolar e social da filha no país. Ela prometeu buscar ajuda legal para tentar reunir-se com Génesis novamente.
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