Rubio alerta para ação militar caso liderança interina da Venezuela desvie de metas dos EUA, durante audiência no Senado. O secretário de Estado afirma que, embora não haja guerra nem tropas no terreno, a operação para capturar Maduro pode levar a uso de força adicional.
Em depoimento preparado para a comissão de Relações Exteriores, Rubio diz que os Estados Unidos cooperam com o governo interino venezuelano, mas não descartam novas medidas de coerção se métodos pactuados falharem. A referência é a recente investida para capturar Maduro.
O objetivo é sustentar a política externa de combate ao narcotráfico e pressionar mudanças no setor de energia da Venezuela, aponta o texto. O secretário reforça que a missão é alinhada com interesses norte-americanos na região.
Contexto político e estratégico
Rubio defende as ações da administração Trump para retirar Maduro de cargos, enfrentar o tráfico de drogas e apreender embarcações ligadas ao petróleo venezuelano. Também questiona críticas de violação da Constituição, mantendo que não houve ocupação nem tropas no solo.
Parlamentares democratas crítico a atuação, alegando sobreposição de poderes executivos. Na prática, a Câmara rejeitou uma resolução de guerra para retirar tropas, enquanto o governo afirma que não há forças no terreno no país sul-americano.
Diplomacia e futuros passos
O Departamento de Estado notificou o Congresso sobre planos de enviar mais pessoal diplomático e suporte a Caracas, visando possível reabertura da embaixada dos EUA. A normalização exige reconhecer o parlamento venezuelano eleito em 2015 como governo legítimo.
Rubio também deve encontrar-se com a opositora Maria Corina Machado, em uma etapa de aproximação entre Washington e vozes oposicionistas. Machado reapareceu publicamente após o exílio, recebendo a Medalha da Paz de Oslo durante visita aos EUA.
Desdobramentos regionais
Delcy Rodríguez, atual presidente interina, tem mantido canais de comunicação com a Casa Branca e o Congresso, segundo depoimento preparado. Ela disse trabalhar com Trump e Rubio para definir uma agenda de cooperação, com foco em energia e comércio.
Até o momento, autoridades venezuelanas liberaram dezenas de prisioneiros, conforme relatórios de grupos de direitos humanos, em meio às pressões diplomáticas. O governo afirma avanços em cooperação com Washington.
Perspectivas
Analistas veem a posição de Rubio como tentativa de manter pressão institucional para ações estratégicas no Caribe. O tema permanece sensível, com impactos sobre política externa, direitos humanos e comércio na região.
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