O Irã intensifica a repressão aos protests, enquanto afirma estar aberto a negociações com os EUA. Ao mesmo tempo, o governo diz não buscar guerra, mas está preparado para ela. A declaração ocorreu em meio a uma onda de manifestações que já dura duas semanas.
Os protestos começaram no fim de dezembro, movidos pela inflação elevada e pela desvalorização da moeda. O regime enfrenta críticas crescentes e pressões internacionais, com relatos de uso de força contra opositores e de detenções em larga escala.
Até o momento, o movimento ganhou força em várias cidades, desafiando o governo, sob liderança de uma oposição que questiona a condução econômica e política. As autoridades afirmam ter o controle da situação.
Segundo dados de uma organização de direitos humanos com base na ética jornalística, centenas de pessoas foram mortas e milhares detidas nas últimas semanas. A conectividade parcial dificultou a verificação de números exatos.
Paralelamente, Teerã afirma ter canais abertos para negociações com Washington, citando disposição para diálogo com consultas diretas. O Ministério das Relações Exteriores sinalizou abertura, sem entrar em detalhes.
Enquanto isso, legisladores de ambos os lados pressionam por ações mais duras. Um cenário de tensão aumenta ante a possibilidade de intervenção militar, com avaliação de opções por autoridades norte-americanas. O governo iraniano promete continuar a defesa de seus interesses.
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