A equipe de Keir Starmer adotou precauções de segurança em viagem à China, usando telefones descartáveis, novos chips SIM e endereços de e-mail temporários para evitar espionagem. A prática visa impedir que dispositivos sejam hackeados ou conectados aos servidores do governo.
Essas medidas são comuns em viagens ao exterior, especialmente quando há receio de monitoramento. Países informam que Beijing pode realizar interceptação, o que leva a adoção de dispositivos isolados e canais de comunicação separados.
O histórico aponta que, mesmo em visitas a aliados, há rigor técnico para proteger informações. Em 2018, conselhos apontaram que a conversa com chineses poderia ser monitorada, levando a orientações de cautela extrema.
Contexto histórico
Ao longo dos anos, autoridades britânicas relataram que hotéis e equipes de imprensa costumam ter procedimentos para reduzir risco de dispositivos Gram, com quartos compartilhados para evitar movimentação de equipamentos de espionagem.
Em 2008, durante a visita de Gordon Brown, houve relato de uma tentativa de “honey trap” envolvendo um assessor, que teve o BlackBerry sumido. A polícia não confirmou violação de segurança, segundo a imprensa da época.
Casos recentes e relatos de segurança mostram que ministros costumam viajar com equipamentos restritos, e em encontros com autoridades chinesas há protocolos para não levar celulares às dependências diplomáticas, mantendo comunicações por assessores.
Um ex-auxiliar recorda que a China costuma designar um destacamento de proteção próximo aos líderes britânicos, para acompanhar as atividades com maior controle. A prática foca em reduzir risco de escuta indiscreta.
A cada viagem, há lembranças de que tudo pode estar sob vigilância, e os ambientes seguros para conversas sensíveis ficam restritos a instalações oficiais. Isso inclui reuniões em embaixadas e salões diplomáticos, com protocolos específicos.
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