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Presidente do Comitê das Olimpíadas de 2028 em mensagens no Caso Epstein

Arquivos do Caso Epstein citam Casey Wasserman e Steve Tisch em mensagens com conteúdo sexual e viagens, sem comprovação de conduta criminosa

Casey Wasserman, presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de 2028, em Los Angeles (foto reprodução internet)
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Caso Epstein volta a gerar atenções ao trazer referências a figuras do esporte americano em arquivos divulgados nesta sexta-feira. A revelação envolve troca de mensagens entre personalidades de alto perfil e Ghislaine Maxwell, condenada por envolvimento em rede de tráfico sexual. Os documentos somam mais de 3 milhões de itens.

Entre os nomes listados está Casey Wasserman, 51 anos, CEO de um grupo de mídia e presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2028, em Los Angeles. Não há evidência de crime por parte dele, segundo autoridades.

As mensagens, de abril de 2003, mostram conversas com Maxwell sobre encontros e referências a roupas em tom sexual. Também consta viagem de Wasserman com a então esposa em jato particular de Epstein, em setembro de 2002, para uma viagem vinculada à Fundação Bill Clinton. Wasserman não comentou publicamente.

Participantes no Caso Epstein

Outro nome é Steve Tisch, coproprietário e presidente do New York Giants, produtor de filmes e alvo de trocas de mensagens com Epstein. Os trechos mostram propostas de encontros, descrições de mulheres e convites para eventos ligados ao Giants, além de convite para visita a ilha particular de Epstein.

Tisch divulgou um comunicado à Fox Sports afirmando que houve uma relação passageira e que jamais aceitou convites ou visitou a ilha, ressaltando arrependimento pelo envolvimento. O material também traz mensagens sobre filmes, filantropia e investimentos.

Contexto e Repercussão

O Departamento de Justiça dos EUA afirma que a divulgação integra o esforço de tornar públicos documentos antes mantidos em sigilo. A pasta ressalta que mencionar alguém nos papéis não implica necessariamente conduta criminosa. A divulgação atrasou, gerando críticas sobre o prazo previsto pelo Ato de Transparência.

O caso Epstein envolve acusação de chefiar redes de tráfico sexual com participação de menores. Epstein foi preso em 2019, morreu na prisão, e o veredito final não ocorreu. O caso ganhou notoriedade pela rede de influência que envolvia figuras públicas e empresariais.

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