Keir Starmer iniciou uma viagem a Beijing com o objetivo de favorecer o descongelamento das relações entre Reino Unido e China, que ficaram paralisadas nos últimos anos. A visita ocorre em meio a avaliações de riscos de segurança e a um contexto de tensões diplomáticas.
O primeiro ministro britânico encontra-se em uma agenda marcada por cerimônias de protocolo, marchas militares simuladas e um banquete oficial. No pleno do encontro, Starmer manteve conversas de várias horas com o presidente chinês Xi Jinping, em um sinal de boa-vontade para ampliar oportunidades econômicas.
Durante a estadia, foram anunciados movimentos diplomáticos relevantes. A China suspendeu sanções impostas a seis parlamentares britânicos, e o Reino Unido aprovou a abertura de uma grande embaixada chinesa em Londres, sinalizando avanços de fundo para as relações bilaterais.
Resultados e impactos
Foram assinados cerca de 10 acordos entre os dois países, segundo informações oficiais. Países destacam ganhos tangíveis como isenção de visto em determinadas situações, redução temporária de tarifas de uísque e maior investimento de empresas britânicas na China.
No campo econômico, o governo britânico aponta que os acordos podem facilitar o acesso ao mercado chinês para empresas britânicas, embora reconheça a necessidade de avanços adicionais para efetivar as permissões. A pauta de direitos humanos e democracia também esteve presente, com a promessa de tratar questões sensíveis durante as conversas.
Perspectivas e próximos passos
Starmer retornará ao Reino Unido no próximo trecho de sua viagem, com a expectativa de consolidar o que chama de uma relação “mais sofisticada” com a China, mantendo foco em segurança nacional e interesses econômicos.
Especialistas ressaltam que avanços dependem de posição firme por parte de Pequim, e de um equilíbrio com outros aliados internacionais. A liderança britânica avalia, ainda, os impactos internos da excursão ao retornar a Westminster.
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