Preparações para reabrir a passagem de Rafá, na Faixa de Gaza, estavam em curso neste domingo, segundo autoridades israelenses e palestinas. Não ficou claro se algum palestino conseguiria atravessar até o fim do dia.
Antes da guerra, a passagem ligava Gaza ao Egito e era a principal via de saída e de entrada para ajuda humanitária. Desde maio de 2024, ficou amplamente fechada.
COGAT, unidade do Exército israelense responsável pela coordenação humanitária, informou que a passagem reabriria em ambos os sentidos, apenas a pé, para residentes de Gaza, em coordenação com Egito e União Europeia.
Como parte do piloto, as partes envolvidas realizam preparativos para ampliar a prontidão da operação. O passagem de residentes começaria apenas após a conclusão dessas etapas, explicou o órgão.
Uma fonte europeia ligada à missão da UE confirmou os detalhes, e um funcionário palestino disse que a abertura para passageiros ocorreria na segunda-feira. O Ministério das Relações Exteriores do Egito não comentou de imediato.
Segurança e números
As autoridades israelenses anunciaram checagens rígidas, com acesso apenas para quem deixa a faixa de Gaza por razões humanitárias ou médicas. Segundo a saúde palestina, cerca de 20 mil pacientes aguardam saída.
Um oficial de defesa de Israel estimou que o posto pode acomodar entre 150 e 200 pessoas, em ambos os sentidos, com mais pacientes saindo do que retornando por causa de acompanhantes.
Listas de Gazanos aprovadas por Israel e entregues ao Egito indicam quem poderá passar, segundo o oficial. A reabertura foi parte do primeiro estágio do plano de Trump para encerrar o conflito Israel-Hamas.
Desde o cessar-fogo, que entrou em vigor em outubro, episódios de violência abalaram o acordo. Israel realizou bombardeios intensos em Gaza na semana passada, com dezenas de mortos segundo autoridades locais.
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