O governo da Noruega e a família real enfrentam novas revelações sobre a relação entre a princesa Mette-Marit e Jeffrey Epstein, reveladas por documentos desclassificados. Mais de três milhões de papéis trazem intercâmbios entre eles que, segundo os registros, chegam a incluir tom de amizade e sinalizações de flerte ao longo de anos.
Os documentos apontam encontros que teriam ocorrido principalmente entre 2011 e 2014, em cidades como Nova York, Miami e Oslo, com a princesa mantendo contatos por meio de seu correio oficial. Epstein era alvo de investigações e teve condenações anteriores ligadas à prostituição de menores, o que aumenta o escrutínio sobre as interações.
O material indica que Mette-Marit temia a saúde do magnata e que buscava orientar Epstein sobre relações pessoais, enquanto ele comentava aspectos de sua vida e planos de encontros. Uma frase atribuída aos papéis sugere que Paris seria “boa para o adultério”, o que gerou repercussão entre o público e analistas.
Repercussões para a casa real
O Palácio de Oslo emitiu uma nota na qual a princesa reconhece a responsabilidade por não ter investigado com mais rigor o passado de Epstein. Ela afirma que Epstein é responsável por seus atos, que lamenta ter mantido contato e que o episódio é vergonhoso. A comunicação pública ocorre seis anos após um pedido de desculpas anterior.
Ainda não há evidências, nos documentos, de que Haakon, marido de Mette-Marit, tenha interagido com Epstein, segundo o texto divulgado. A imprensa observa que o episódio ocorre em meio a uma série de controvérsias envolvendo a monarquia norueguesa, além de casos explorados em outras casas reais.
O caso também acende o debate sobre a conduta de familiares próximos a Epstein. Em outras nações, membros da realeza enfrentaram críticas por associações já conhecidas com o empresário, o que ajuda a entender o contexto de resposta pública da Noruega.
O material ressalta que os documentos continuam a levantar questões até hoje, com questionamentos sobre contatos entre autoridades norueguesas e o FBI a respeito de informações sobre Epstein ou a princesa. O conjunto de papéis permanece com lacunas, mesmo após a divulgação.
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