O crossing de Rafah, entre Gaza e o Egito, foi reaberto pela Israel em caráter limitado para pessoas a pé. A medida ocorre em meio de esforços diplomáticos frágeis para estabilizar o conflito na região.
A abertura é controlada por uma verificação de segurança conjunta israelo-egípiana e, por ora, permite apenas um pequeno grupo diário de pacientes de Gaza. Na primeira manhã, até 50 palestinos podem atravessar em cada direção, conforme informou uma autoridade egípcia à AP.
O Rafah era a única passagem de Gaza para o mundo não sob controle direto de Israel. A retomada pode facilitar acesso a atendimento médico, viagens limitadas e visitas a familiares no Egito, onde muitos palestinos já residem.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, milhares de civis aguardam evacuação médica. O Ministério da Saúde de Gaza aponta mais de 20 mil pacientes na fila para deixar a faixa de Gaza, com grande parte necessitando de tratamento oncológico.
Dados da organização médica humanitária MSF indicam que mais de 20% dos que aguardam são crianças. Houve relatos de danos ao sistema de saúde de Gaza, incluindo ataques a hospitais que comprometeram serviços de oncologia na região.
Ainda segundo autoridades de saúde de Gaza, cerca de 4 mil pacientes têm encaminhamentos oficiais para tratamentos em terceiros países, mas permanecem impedidos de cruzar a fronteira.
Relatos de familiares destacam o impacto humano da espera. Um homem de 50 anos, com apneia obstrutiva do sono, descreveu a ansiedade de conseguir evacuar para tratar a doença. Outros mencionaram perdas e esperanças de reencontros familiares.
A reabertura ocorre na esteira de um acordo de cessar-fogo mediado pelos EUA e em meio a fases previstas que incluem governo internacional em Gaza, desarmamento de grupos armados e reconstrução. A etapa atual é considerada crucial para permitir cantos de ajuda e novo espaço de deslocamento.
Diante do contexto, diplomatas europeus destacam que a medida representa avanço concreto para o plano de paz, com missões civis no terreno para monitorar operações na fronteira e apoiar as forças de fronteira palestinas.
Fontes: Reuters, Associated Press, OMS.
Entre na conversa da comunidade