Mais de 400 ex-altos cargos europeus lançaram uma declaração conjunta pedindo que a UE pressione Israel e retire o que chamam de “excessos” na condução do conflito em Gaza. O grupo também recomenda ampliar a diplomacia rápida e firme.
Os signatários, entre eles Josep Borrell e Margot Wallström, pedem que os Estados-Membros encerrem a participação na Junta de Paz associada a Donald Trump e iniciem um diálogo crítico com Israel para frear ações que afetem a autodeterminação palestina e a solução de dois Estados.
A carta, divulgada no mesmo dia em que Israel autorizou a reabertura do posto fronteiriço de Rafah, aponta que a UE precisa agir de forma mais contundente, inclusive suspendendo o Acordo de Associação com Israel, se não houver avanços.
Rafah: reabertura do posto fronteiriço
Bruxelas saudou a reabertura mínima de Rafah, com atraso de quatro meses, e informou que a missão da UE no local, a EUBAM-Rafah, já está no terreno para supervisionar operações e apoiar guardas palestinos.
Kaja Kallas, alta representante da UE para Política Exterior, destacou a importância do passo como parte do plano de paz e afirmou que a ajuda humanitária a Gaza continua necessária para a reconstrução.
Um porta-voz da UE afirmou que o bloco debate com Israel outras questões, como a restrição de atuação de várias ONG em Gaza, e que acompanha a situação para facilitar o apoio ao registro de organizações.
Para os signatários, as medidas não devem ficar apenas na condenação de ações de Israel e devem incluir respostas mais concretas, com maior pressão diplomática e, se cabível, a suspensão de acordos comerciais.
O conjunto de ex-diplomatas sustenta que a diplomacia da UE precisa ser alinhada aos seus valores e leis internacionais, sob pena de perder credibilidade como facilitadora de paz.
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