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Mais de 400 ex-altos funcionários europeus pedem à UE contenção de Israel

Mais de quatrocentos ex-altos cargos europeus cobram da UE ação firme contra os excessos de Israel, em meio à reabertura de Rafah e à atuação da missão da UE na fronteira

Palestinos en el hospital de la Media Luna Roja en Jan Yunis, en el sur de la franja de Gaza, este lunes.
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Mais de 400 ex-altos cargos europeus lançaram uma declaração conjunta pedindo que a UE pressione Israel e retire o que chamam de “excessos” na condução do conflito em Gaza. O grupo também recomenda ampliar a diplomacia rápida e firme.

Os signatários, entre eles Josep Borrell e Margot Wallström, pedem que os Estados-Membros encerrem a participação na Junta de Paz associada a Donald Trump e iniciem um diálogo crítico com Israel para frear ações que afetem a autodeterminação palestina e a solução de dois Estados.

A carta, divulgada no mesmo dia em que Israel autorizou a reabertura do posto fronteiriço de Rafah, aponta que a UE precisa agir de forma mais contundente, inclusive suspendendo o Acordo de Associação com Israel, se não houver avanços.

Rafah: reabertura do posto fronteiriço

Bruxelas saudou a reabertura mínima de Rafah, com atraso de quatro meses, e informou que a missão da UE no local, a EUBAM-Rafah, já está no terreno para supervisionar operações e apoiar guardas palestinos.

Kaja Kallas, alta representante da UE para Política Exterior, destacou a importância do passo como parte do plano de paz e afirmou que a ajuda humanitária a Gaza continua necessária para a reconstrução.

Um porta-voz da UE afirmou que o bloco debate com Israel outras questões, como a restrição de atuação de várias ONG em Gaza, e que acompanha a situação para facilitar o apoio ao registro de organizações.

Para os signatários, as medidas não devem ficar apenas na condenação de ações de Israel e devem incluir respostas mais concretas, com maior pressão diplomática e, se cabível, a suspensão de acordos comerciais.

O conjunto de ex-diplomatas sustenta que a diplomacia da UE precisa ser alinhada aos seus valores e leis internacionais, sob pena de perder credibilidade como facilitadora de paz.

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