A China ampliará o foco em diversificação e tecnologia para assegurar a segurança alimentar, segundo o documento nº 1 do Conselho de Estado divulgado pela mídia estatal. O texto descreve diretrizes para 2026: estabilização de grãos e oleaginosas, diversificação de importações e apoio aos agricultores.
O plano aponta prioridade para a produção de soja, buscando consolidar ganhos de produção e elevar a qualidade, em vez de apenas ampliar a área plantada. A meta ocorre em meio a atritos comerciais com Estados Unidos e Canadá e a uma desaceleração econômica interna.
Diversificação das importações aparece com destaque: o documento cita esse objetivo três vezes, enfatizando ampliar o abastecimento de oleaginosas e diversificar o sistema alimentar. Analistas veem o movimento como resposta a choques externos.
A China também ressalta inovação agrícola, com apoio a empresas de tecnologia, fortalecimento de pesquisa e integração de IA na produção. O objetivo é tornar o setor mais competitivo globalmente e reduzir lacunas tecnológicas.
No setor de carne e laticínios, o governo promete estabilizar a produção de carne suína e apoiar bovina e laticínios, além de incentivar o consumo de leite. Medidas já incluem cotas de importação e tarifas sobre laticínios da UE para conter sobras de oferta.
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