O governo dos Estados Unidos condenou a decisão da África do Sul de expulsar o principal diplomata de Israel no país, anunciada na semana passada. Em Washington, a decisão foi classificada como prioritização de política de ressentimento, em detrimento do bem do país africano e de seus cidadãos. A declaração ocorreu poucas horas após a África do Sul declarar o diplomata israelense persona non grata e exigir sua saída em 72 horas.
Segundo o Departamento de Estado, a expulsão é vista como uma violação de normas diplomáticas consideradas inaceitáveis. O porta-voz adjunto Tommy Pigott afirmou, em rede social, que a medida sublinha uma política de ressentimento em vez de interesse nacional. O governo sul-africano não comentou imediatamente o episódio.
A resposta de Israel não tardou: o país expulsou o representante sênior da África do Sul em território israelense. A tensão entre os dois países se intensificou desde 2024, quando a África do Sul levou um caso de Genocídio ao Tribunal Internacional de Justiça, em protesto às ações de Israel na Faixa de Gaza.
Contexto e desdobramentos
A controvérsia ocorre em meio a críticas internacionais mais amplas ao conflito na Gaza, com organizações de defesa de direitos humanos e especialistas discutindo violações. Israel nega as acusações, afirmando agir em legítima defesa após ataques do Hamas em outubro de 2023.
A situação também influencia relações com os EUA, já marcadas por desentendimentos diplomáticos e ações de política externa envolvendo Pretoria. Relatos indicam pressão americana sobre a África do Sul, incluindo medidas de cooperação e impacto econômico, adotadas em resposta ao cenário regional.
Entre na conversa da comunidade