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ONG alerta autoritarismo em 100 países associando Trump

HRW alerta que autoritarismo avança em mais de cem países, apontando os EUA de Trump como motor da erosão da ordem internacional baseada em regras

REUTERS/Antranik Tavitian - Proibido reprodução
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A Human Rights Watch (HRW) divulgou seu relatório anual sobre Direitos Humanos, destacando um aumento do autoritarismo e do retrocesso das democracias em mais de 100 países. O documento aponta o papel de Donald Trump, do governo dos EUA, como fator relevante, além de citações recorrentes a China e Rússia.

Segundo a HRW, as salvaguardas globais estão sob ataque, com consequências para a ordem internacional baseada em regras. A organização afirma que o sistema de direitos humanos enfrenta riscos significativos e que é preciso criar alianças entre democracias para frear a hegemonia de práticas autoritárias.

Em especial, a HRW destaca ações da administração Trump, como queda da responsabilização governamental, ataques à independência judicial e redução de assistência social. O relatório também acusa desrespeito a ordens judiciais e cortes de direitos de saúde e proteção a grupos vulneráveis.

Para a HRW, a atuação externa dos EUA sob Trump ampliou a fragilidade da ordem global. A organização cita ainda pressões sobre a privacidade, restrições a liberdades civis e ataques a opositores, meios de comunicação e instituições da sociedade civil.

Recessão democrática

A HRW afirma que a atuação de Trump não é isolada, citando impactos que se estendem a outras frentes de poder global. China e Rússia são mencionadas como forças que tentam enfraquecer acordos multilaterais e regras internacionais, com consequências para populações ao redor do mundo.

No foco da Ucrânia, o relatório critica a forma como a gestão de Trump teria minimizado responsabilidades sobre violações de direitos humanos nesse território. A HRW aponta pressões para acordos que envolvam exploração de recursos e cedência de territórios.

O texto indica que movimentos internos não liberais também contribuíram para o enfraquecimento da liderança de quem defende direitos humanos. O medo de antagonizar grandes potências é citado como entrave à promoção da democracia.

De acordo com Philippe Bolopion, diretor executivo da HRW, a população global vive sob regimes autoritários em grande parte. A organização aponta que pouco mais de 70% das pessoas no mundo estão em sistemas de governo não democráticos, com Rússia e China entre os casos de menor liberdade.

Para enfrentar o cenário, a HRW convoca democracias a se unir e agir como uma força política e econômica capaz de defender direitos humanos em âmbito global, sem declarações ou compromissos apenas retóricos.

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