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Mais de 400 mil trabalhadores participam de protestos na Alemanha

Mobilizações ao longo da semana reivindicam salários mais altos e melhores condições de trabalho

Multidão de jovens em protesto ao ar livre, com várias bandeiras vermelhas erguidas. Ao fundo, uma faixa em alemão com o desenho de um megafone e o símbolo do euro. Em primeiro plano, uma jovem de cabelo castanho claro olha para a frente.
Sem acordo com as empresas, trabalhadores alemães fizeram mais de 2.800 greves em uma semana (Crédito: Reprodução/Instagram/IG Metall)

Mais de 400 mil trabalhadores participaram de greves e manifestações em toda a Alemanha nesta semana para reivindicar melhores salários e condições de trabalho. Os profissionais são de setores que vão da indústria automobilística à engenharia mecânica. 

As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (6) pelo sindicato IG Metall, que organizou as mobilizações após várias rodadas de negociações com os empregadores, em nome de seus filiados, terminarem sem resultados.

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De domingo (1º) a sexta-feira, mais de 413 mil pessoas aderiram aos atos pelo país, de acordo com a entidade. Foram mais de 2.800 paralisações ao todo, a maior parte delas de pequeno porte.

Os trabalhadores estavam “lutando pelo futuro de suas famílias e de seus empregos”, afirmou Nadine Boguslawski, principal negociadora do IG Metall. “Eles esperam um aumento perceptível de seu poder de compra, assim como compromissos concretos dos empregadores para proteger a geração de valor industrial e os investimentos”, acrescentou.

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O sindicato apresentou uma proposta “justa e flexível” e agora a decisão está nas mãos dos empregadores, disse Boguslawski. As negociações continuarão na próxima semana, mas a organização sindical ameaça convocar paralisações mais prolongadas caso as empresas não aceitem suas reivindicações.

Mais de 3,7 milhões de trabalhadores estão abrangidos pelas atuais negociações do IG Metall. As reivindicações incluem um reajuste salarial de 5% em um acordo com vigência de 12 meses, participação nos lucros das empresas com bons resultados e garantias de emprego.

Até agora, os empregadores ofereceram um aumento salarial de 1,3% a partir de meados de 2028 e pagamentos extraordinários em parcela única.

A situação das empresas envolvidas nas negociações varia consideravelmente. Enquanto o setor automobilístico e seus fornecedores enfrentam dificuldades há algum tempo e anunciam regularmente cortes de empregos e fechamentos de fábricas, outras indústrias, como a aeroespacial e a de tecnologia de defesa, estão em expansão.

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