O segundo ciclo de negociações para a paz entre Ucrânia e Rússia, mediado pelos EUA, começou em Abu Dhabi. Delegações ucraniana e russa participam de uma reunião de dois dias, após pressões diplomáticas internacionais. Os representantes discutem caminhos para encerrar quase quatro anos de conflito.
A sessão ocorre em meio a acusações de Kyiv de que Moscou violou uma trégua energética ao acelerar ataques com mísseis. Além disso, a postura de Moscou permanece rígida quanto a termo territorial, enquanto Kyiv defende congelar o conflito na linha de frente atual e rejeita retirada unilateral.
Participantes e contexto
A comitiva ucraniana inclui Kyrylo Budanov e Andrii Hnatov, enquanto a delegação russa é chefiada por Igor Kostyukov, da GRU. Os representantes norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner participam da mediação, ampliando o papel dos EUA nas negociações.
O tema central segue sendo garantias de segurança e presença de tropas europeias. Moscou diz que não tolerará forças europeias em solo ucraniano, posição que Kyiv considera essencial para qualquer acordo. O becoming de uma eventual negociação é visto com reserva por parte de Kiev.
Continuidade das negociações e sinais internacionais
A tensão regional gerou atraso no início do encontro, que havia sido marcado para o domingo. A readequação ocorreu por conta de acirramento entre rivais regionais, mantendo a pauta diplomática como foco principal.
Putin manteve diálogo com Xi Jinping por videoconferência, reforçando a cooperação sino-russa. A China aparece como apoio econômico para a Rússia em meio a sanções ocidentais, enquanto Kyiv e aliados questionam a participação de Pequim no embargo de armas.
A agenda externa também envolve pressões sobre aliados de Moscou, com o objetivo de reduzir compras de petróleo russo. Analistas destacam que as negociações em Abu Dhabi servem para manter o tema no front diplomático, ainda sem solução viável.
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