A UAE está avaliando a construção de um complexo habitacional temporário para milhares de palestinos deslocados na parte do sul de Gaza sob controle militar israelense. O desenho do projeto foi visto por Reuters em um mapa apresentado a pessoas com conhecimento do plano.
O sítio ficaria próximo a Rafah, cidade que ficou devastada e quase desocupada após ações militares israelenses em dois anos de conflito com o Hamas. A ideia surge no âmbito de esforços humanitários apoiados por Washington, mas ainda não há confirmação oficial dos Emirados.
Donos de ajuda humanitária e diplomatas questionam a viabilidade do projeto, citando o contexto político e a percepção de viver sob controle israelense para a maioria da população em Gaza, em áreas comandadas pelo Hamas. A distância entre planos e realidade agrava dúvidas sobre impacto real.
O mapa também aponta que a moradia ficaria perto da linha amarela, acordo de cessar-fogo em outubro para demarcar áreas sob controle israelense e do Hamas. A mobilização para deslocados não está assegurada pela ausência de garantias políticas.
Diplomatas afirmam que a construção de habitações temporárias em áreas controladas por Israel poderia facilitar fluxos de civis no sentido de desarmar o Hamas, mas ressaltam que seria preciso um volume grande de unidades para ter efeito. A viabilidade é tema de debate.
Autoridades dos Emirados declararam o compromisso com ações humanitárias em Gaza, sem confirmar ou negar o plano específico de Rafah. Até o momento, o governo israelense não se pronunciou oficialmente sobre a proposta.
Contexto adicional aponta que Israel controla cerca de 53% de Gaza, incluindo Rafah, enquanto o Hamas domina o restante. Cerca de 20 mil palestinianos estariam em áreas sob controle israelense, segundo relatos de fontes diplomáticas.
Conflitos entre propostas norte-americanas e Emirados seguem sob análise de doadores internacionais, que temem que desacordos sobre desarmamento possam reabrir o conflito. O estado de ruína em Rafah mantém o cenário volátil.
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