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EUA e Rússia negociam prorrogação do último tratado nuclear em vigor

EUA e Rússia discutem a prorrogação do New Start, que expira nesta quinta-feira, com impasse entre presidentes e possibilidade de acordo de curto prazo

Putin e Trump se cumprimentam na chegada do ditador russo para encontro no Alasca, em 15 de agosto de 2025 (Foto: GAVRIIL GRIGOROV/SPUTNIK/KREMLIN/EFE/EPA)
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As delegações dos Estados Unidos e da Rússia buscam prorrogar o último tratado nuclear em vigor, o New Start, que expira nesta quinta-feira (5). A informação chegou ao portal Axios por meio de três fontes, sinalizando negociação em Abu Dhabi, às margens de reuniões sobre a Ucrânia. Ainda não houve indicativo de acordo entre as partes.

Segundo uma das fontes, o diálogo entre as potências permanece aberto, mas a minuta do plano precisa da aprovação de ambos os presidentes. As demais fontes ressaltaram que o documento ainda carece de consenso formal entre Washington e Moscou.

O New Start, vigente desde 2010, estabelece limites para o arsenal nuclear dos dois países. Seu fim poderia tornar menos restritas as quantidades de ogivas estratégicas em uso, com implicações para o equilíbrio global de segurança.

Dados do início de 2025 do SIPRI apontam que EUA e Rússia concentram mais de 85% das ogivas nucleares do mundo, com aproximadamente 3.900 ogivas implantadas. Destas, cerca de 2.100 estavam em alerta, associadas a mísseis balísticos, segundo o instituto.

A delegação americana que participa das negociações no Oriente Médio é chefiada pelo enviado especial Steve Witkoff, junto de Jared Kushner, ex-consilheiro da Casa Branca. Do lado russo, o líder do país, Vladimir Putin, já propôs uma prorrogação de curto prazo.

O governo russo reagiu com críticas após observar que as propostas foram, segundo o Ministério das Relações Exteriores, amplamente ignoradas. Em nota publicada nesta quarta-feira, Moscou afirmou que suas ideias não receberam o devido tratamento.

Um ponto central do impasse envolve as expectativas sobre a China, cuja força nuclear é menor, mas vem crescendo rapidamente. A administração norte-americana expressa ceticismo de que a China participe de um acordo de restrições ao mesmo tempo em que mantém avanços estratégicos.

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