O embaixador dos EUA em Varsóvia rompeu contatos com o presidente da Câmara polonesa na quinta-feira, acusando-o de insultar o ex-presidente Donald Trump ao criticar suas políticas e rejeitar apoiar a indicação ao Prêmio Nobel da Paz. A iniciativa ocorreu em um momento de tensão entre os dois aliados.
A reação simboliza o desafio político da coalizão pró-UE em Polônia, que precisa manter o apoio dos EUA diante da agenda de “America First” adotada por Trump e que inquieta parte dos parceiros europeus. A decisão do embaixador visa preservar a relação com o governo polonês.
O presidente da Câmara, Wlodzimierz Czarzasty, disse que não apoiaria uma iniciativa para indicar Trump ao Nobel de 2026, apresentando pelo presidente da Câmara dos EUA, Mike Johnson, e pelo presidente do Knesset, Amir Ohana. Segundo ele, Trump emprega políticas de força e não merece o prêmio.
O embaixador Tom Rose afirmou, em postagem na rede X, que não haverá mais contatos com Czarzasty, considerando as críticas dele um obstáculo às relações entre EUA e Polônia. A reação foi questionada por Czarzasty, que disse arrepender-se, mas manteve seu posicionamento.
O episódio evidencia a delicadeza da relação bilateral, já que Trump abriu acordos com governos europeus e é visto com cautela por parte de setores da coalizão polonesa. Não houve confirmação de mudanças formais em futuras reuniões ou visitas oficiais.
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