Os negociadores da paz entre Ucrânia e Rússia, com participação de Estados Unidos, se reuniram em Abu Dabi para a segunda rodada de conversas. A etapa ocorre sob sigilo e com foco em medidas práticas para avançar o diálogo. A abertura foi considerada produtiva pela delegação ucraniana.
De Kiev, Rustem Umerov lidera as negociações. Pela parte russa, os encontros seguem o formato anterior, com sessões a três bandas, subdivididas em grupos de trabalho. O objetivo é desenhar uma saída estável para o conflito. Não houve divulgação de conteúdos durante as reuniões.
As partes discutem aspectos militares e de segurança, em busca de uma via diplomática que preserve a integridade territorial. O tema central envolve concessões sobre Donbás, Zaporígia e a gestão da usina de Zaporizhzhia. As posições permanecem de difícil conciliação.
Entre as divergências, está a possível criação de uma zona desmilitarizada com presença internacional. Washington sinaliza participação em modo dissuasório, enquanto Moscou rejeita a intervenção de forças externas. As perspectivas de um acordo permanecem incertas.
No front, ataques e defesas continuam. Segundo fontes ucranianas, missiles Iskander-M e dezenas de drones foram usados na região de Donetsk, enquanto Moscou afirma ter derrubado parte dos drones enviados por Kiev. A guerra segue com atividade militar intensa.
O deputado ucraniano Zelenski reiterou que a via diplomática é necessária, mas há limites claros. Em entrevista, ele reforçou que a cedência de Donbás é inaceitável e que manter a linha frontal congelada seria uma grande concessão. As negociações prosseguem.
Os próximos dias deverão trazer mais encontros entre as três partes, com novas sessões de trabalho e avaliações de propostas. A expectativa é que haja avanços verificáveis antes de qualquer anúncio público.
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