O Irã e os EUA iniciarão negociações de alto risco em Omã sobre o programa nuclear iraniano, consideradas uma das últimas oportunidades para evitar um novo ataque. O diálogo é o primeiro desde ataques dos EUA a alvos nucleares iranianos em junho, que fecharam etapas de uma ofensiva israelense.
Entre os participantes, está Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores do Irã e negociador com mais de 20 anos de experiência, enfrentando Steve Witkoff, enviado especial da administração, e Jared Kushner, cunhado do presidente. As discussões devem, inicialmente, centrar-se apenas no programa nuclear.
Washington busca ampliar as conversas para abordar mísseis balísticos, apoio a grupos armados na região e o tratamento de civis, conforme afirmou o secretário de Estado, Marco Rubio. Teerã, porém, já sinalizou que o foco inicial será o tema nuclear.
As negociações ocorrem em meio a advertências de Donald Trump sobre possível strike militar contra o Irã caso não haja progresso. A presença naval dos EUA na região tem se intensificado após uma repressão violenta a protestos nacionais, no mês passado, aumentando as tensões.
Antes de iniciar, Teerã exigiu que os EUA afastem a condição de realizar as negociações na Turquia na presença de ministros estrangeiros de Catar, Turquia, Emirados Árabes, Egito e Arábia Saudita. A participação desses ministros mostra preocupação com a segurança regional.
O Irã afirma que seu direito de enriquecer urânio em solo iraniano não é negociável. Como alternativa, propõe suspender o enriquecimento por um período fixo e criar um consórcio regional para enriquecer o urânio, aproximando-se de um programa civil integrado.
Além disso, o Irã busca aliviar sanções em troca de um novo regime de inspeções em suas instalações nucleares. A economia iraniana enfrenta desvalorizações e inflação elevada, intensificando o descontentamento social após a repressão aos protestos.
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