China revoga pena de morte de canadense em sinal de possível abertura
A Suprema Corte da China anunciou, na sexta-feira, a decisão de revogar a condenação à morte de Robert Lloyd Schellenberg, canadense detido desde 2014 por tráfico de drogas. A divulgação ocorre em meio a sinais de aproximação com Ottawa.
Schellenberg, que já cumpria pena de 15 anos, terá um novo julgamento na Corte Popular Superior de Liaoning, em Dalian. A data do novo júri ainda não foi marcada, segundo o advogado Zhang Dongshuo.
O caso ocorreu após a escalada das tensões China-Canada, iniciada com a prisão de Meng Wanzhou em 2018 e as detenções subsequentes de dois canadenses, Michael Spavor e Michael Kovrig, em território chinês.
Contexto bilateral e próximos passos
O anúncio foi feito após visitas recentes do primeiro-ministro canadense a Berlim e a Beijing, onde Carney buscou ampliar exportações e reduzir dependência dos EUA. O Ministério das Relações Exteriores do Canadá confirmou apenas que prestará serviços consulares a Schellenberg.
Funcionários canadenses mantêm postura de cautela, destacando que a decisão pode sinalizar uma mudança nas relações e não implica julgamento sobre o mérito do caso. A agência federal reiterou o apoio a clemência em casos de pena de morte.
A demora entre a detenção e a sentença reforça a leitura de que o desfecho pode fazer parte de uma possível reaproximação diplomática. A defesa de Schellenberg nega irregularidades no processo.
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