O primeiro-minuto da reunião entre o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente dos EUA, Donald Trump, na quarta-feira, envolve discussões sobre renovações nas negociações nucleares com o Irã. O objetivo declarado é esclarecer caminhos diplomáticos diante do risco de que falhas nas conversas desencadeiem um conflito mais amplo.
Ao longo de seis encontros anteriores desde a volta de Trump à Casa Branca em janeiro de 2025, o tema central foi o Irã e, em menor escala, a situação em Gaza. As conversas chegaram a mudanças radicais de posição, anúncios imprevistos e tentativas de mediação entre as partes.
Entre os momentos-chave, houve uma proposta inusitada de que os EUA assumissem o controle da Faixa de Gaza, com desenho econômico para a região após realocação dos palestinos. A ideia gerou condenação internacional e críticas de direitos humanos, sendo abandonada posteriormente.
Em outra frente, relatos indicaram que Washington e Teerã iniciariam negociações sobre o programa nuclear iraniano, surpreendendo Netanyahu, que buscava apoio para ações contra instalações nucleares iranianas. O episódio ocorreu pouco antes de um anúncio de reuniões entre as partes.
No período de julho, Netanyahu enfatizou a possibilidade de um Estado palestino no futuro como base de negociação, mantendo a soberania israelense. O foco principal, no entanto, permaneceu na libertação de prisioneiros em Gaza e na busca por um cessar-fogo.
Em setembro de 2025, Trump assegurou a Netanyahu um acordo para uma proposta de paz patrocinada pelos EUA para encerrar quase dois anos de conflito em Gaza. Questionamentos sobre a aceitação pela liderança palestina acompanharam o anúncio.
Mais tarde, em outubro, Trump participou de uma sessão com Netanyahu na Knesset, anunciando o fim da guerra em Gaza e sugerindo que o presidente israelense recebesse um perdão em meio a investigações por corrupção que acompanham Netanyahu há anos.
Ao final de dezembro, após encontro no rancho Mar-a-Lago, Trump indicou possível apoio a um novo ataque estratégico contra o Irã, caso haja retomada de programas de mísseis balísticos ou nucleares, e advertiu Hamas sobre possíveis consequências caso não desarme.
Contexto das negociações em curso aponta para um calendário complexo, com múltiplos cenários regionais em aberto. As próximas conversas entre Trump e Netanyahu devem detalhar alternativas diplomáticas, de segurança e de gestão de conflitos na região.
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