A Rússia intensificou ações contra o aplicativo de mensagens Telegram, alegando descumprimento de normas. A medida, anunciada pela autoridade reguladora de telecomunicações na quarta-feira, prevê a desaceleração do serviço em todo o país. A estimativa é de que mais de 60 milhões de usuários sejam afetados diariamente.
Críticos, incluindo soldados na linha de frente, blogueiros pró-guerra e figuras públicas, alertam que a restrição pode comprometer a comunicação entre os militares, órgãos do Estado e a população. O fundador do Telegram, Pavel Durov, rejeitou a pressão de Moscou.
Ações e motivações do regime
As autoridades veem a mova para consolidar o que chamam de internet soberana, reduzindo dependência de tecnologia ocidental. Ao mesmo tempo, o governo promove um superapp nacional, inspirado no WeChat, para centralizar mensagens oficiais e privadas.
Ainda não está claro se o bloqueio será total ou se a desaceleração terá efeito inicial para pressionar o Telegram a se alinhar com autoridades. Usuários relataram lentidão no tráfego e atrasos em vídeos e imagens.
Reações e impactos nos números de campo
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que autoridades dialogam com representantes do Telegram e que novas medidas podem seguir, conforme a legislação. Observadores apontam que a comunicação entre unidades militares pode sofrer com o bloqueio parcial.
Além disso, o Telegram é amplamente utilizado por tropas russas para coordenação logística, atualização de operações e captação de recursos para equipamentos. Comentários próximos ao Ministério da Defesa indicaram preocupação com impactos na defesa antiaérea diante de ataques com drones.
Contexto regional e informações adicionais
A decisão ocorre após relatos de desativação de terminais Starlink usados por tropas russas, em meio a negociações entre Kyiv e SpaceX. Analistas destacam que a restrição de plataformas ocidentais já é parte de um esforço maior de controle da informação no país.
Regiões fronteiriças manifestaram preocupação com a possível perda de canais de informação urgentes. Governadores lembraram que a desaceleração pode atrasar a comunicação operacional em situações de crise. O Telegram permanece importante para narrativas pró-Kremlin e para vozes da oposição exilada.
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