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Ministro turco diz que EUA e Irã mostram flexibilidade no acordo nuclear, diz FT

Ministro das Relações Exteriores da Turquia afirma à FT que EUA e Irã mostram flexibilidade no acordo nuclear, com limites de enriquecimento e retorno das negociações

Turkish Foreign Minister Hakan Fidan speaks during a press conference after meeting with his Iranian counterpart Abbas Araqchi, in Istanbul, Turkey, January 30, 2026. REUTERS/Dilara Senkaya
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O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, disse à Financial Times que os Estados Unidos e o Irã mostram flexibilidade em relação a um possível acordo nuclear. A entrevista foi publicada na quinta-feira, com foco na reabertura de negociações entre as duas potências.

Fidan informou que os Estados Unidos parecem dispostos a tolerar algum enriquecimento iraniano dentro de limites definidos, o que seria um marco em direção a um acordo. Segundo ele, Teerã reconhece a necessidade de um pacto com Washington, desde que haja respeitos às condições do Irã.

O texto aponta que Washington tem pressionado o Irã a abandonar o estoque de urânio enriquecido até 60% de pureza, distância sensível do nível de 90% considerado armas. O Irã defende o levantamento de sanções financeiras e o reconhecimento de direitos nucleares, incluindo o enriquecimento.

Fidan afirmou que o Irã deseja um acordo real e aceitaria restrições de enriquecimento e um regime de inspeção rígido, similar ao pacto de 2015 entre Teerã, EUA e outros signatários. Segundo o jornal, diplomatas dos EUA e do Irã se reuniram no Omã na semana passada para tentar reacender o diálogo.

O ministro turco ressaltou ainda que ampliar as conversas para incluir mísseis balísticos pode levar a mais conflitos, não a avanços. Nos últimos dias, a Presidência dos EUA sinalizou estratégia militar na região, enquanto negociações diplomáticas ganham espaço para uma retomada.

O Departamento de Estado e a Casa Branca não comentaram até o fechamento desta edição. A notícia é baseada na reportagem da Reuters, que cita a entrevista publicada pela Financial Times. Devika Nair (Bengaluru) acompanhou a matéria.

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