O governo dos EUA escolheu o novo enviado à ONU em Genebra, numa indicação de que Washington pretende manter o engajamento com o sistema internacional. A nomeação foi anunciada nesta semana pela Casa Branca, sujeita à aprovação do Senado.
Todd Steggerda, advogado e ex-piloto da Marinha dos EUA, natural da Virgínia, foi selecionado para a função. A decisão foi comunicada pela Casa Branca na quarta-feira, com a ressalva de que depende da avaliação e consentimento do Senado.
O posto em Genebra estava há bastante tempo vago, refletindo a orientação de Washington a reduzir compromissos em várias organizações internacionais, conforme anunciado pelo presidente Donald Trump.
A volta ao cargo ocorre em meio a tensões sobre as finanças do país junto à ONU: os EUA devem mais de 2 bilhões de dólares ao órgão. O governo sinalizou que fará um pagamento inicial como parte de reformas.
Paralelamente, Trump tem criticado a ONU, afirmando que algumas estruturas não apoiam plenamente seus objetivos de paz. Em janeiro, o presidente também anunciou a retirada de diversas organizações internacionais.
Contexto estratégico
O anúncio coincide com a retirada formal de Washington de organizações internacionais e de entidades da ONU, anunciadas em janeiro. Mesmo assim, os EUA permanecem ativos em algumas agências da ONU sediadas em Genebra, que definem padrões para negócios.
A nomeação de Steggerda é visto por diplomatas como sinal de que os EUA pretendem manter diálogo com a ONU, apesar das recentes mudanças de postura. A confirmação final dependerá do Senado dos EUA.
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