Portugal inicia evacuação de 9.000 pessoas em Coimbra, no centro do país, por alto risco de inundações após ruptura de dique no rio Mondego. A ação ocorre nesta sexta-feira, em meio a alerta de autoridades.
Na noite de quinta-feira, a ruptura do dique provocou o transbordamento do Mondego e destruiu um trecho da autoestrada A1, principal ligação entre Lisboa e Porto. A condição complica a circulação e agrava os danos na região.
O governo declarou estado de calamidade em 68 localidades até o domingo, em resposta à crise. Equipes de monitoramento reforçam a vigilância e orientam a população para evacuação se necessário.
Desdobramentos e respostas
Seis equipes patrulham o centro de Coimbra para alertar comerciantes e moradores em caso de agravamento da situação. Autoridades pedem que a população tenha um kit de urgência caso seja necessária a saída das residências.
O acesso à A1 entre Vila Franca de Xira e Oporto já foi refeito parcialmente, segundo a Brisa. Trechos como Coimbra Norte e Coimbra Sul permanecem fechados, com restrições de circulação em algumas zonas.
O primeiro-ministro Luís Montenegro intensifica a gestão da crise, após críticas pela resposta a temporais anteriores. Ele cancelou participação numa cúpula europeia para priorizar a atuação governamental.
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