Donald Trump ordenou que o porta-aviões USS Gerald R Ford siga do Caribe para o Oriente Médio, aumentando a pressão sobre o Irã diante de negociações sobre o programa nuclear e de mísseis balísticos. A operação deve levar cerca de três semanas até a região, onde se juntará ao USS Abraham Lincoln.
O movimento ocorre em meio a negociações indiretas entre EUA e Irã em Omã, com novos encontros aguardados, mas sem data marcada. A locomação do Ford ocorreu dias após o encontro de Trump com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em Washington, para discutir as negociações com Teerã.
A frota liderada pelo Ford ampliará a capacidade militar dos EUA na região, ao se somar à presença do Lincoln. A medida representa um estreitamento de pressão sobre o Irã, no contexto de disputas sobre enriquecimento nuclear e apoio a grupos no Oriente Médio.
Contexto estratégico
O Ford deixou o Caribe e já se prepara para operar no Golfo e na região adjacente. A operação marca uma das missões de maior duração já vistas para o navio desde sua entrada em serviço.
A primeira missão do Ford neste ciclo envolveu pressão sobre a Venezuela e a detenção de figuras ligadas ao regime de Nicolás Maduro. A presente deslocação reforça o foco americano em Teerã e seus programas.
Cenário diplomático
Trump sinalizou expectativa de acordo rápido com o Irã, em tom que elevou a pressão para conclusão das negociações nas próximas semanas. O alto escalão americano aguarda avanços, com possíveis novas etapas diplomáticas ainda não agendadas.
Entre na conversa da comunidade