O ICE não pode re-detê-lo Kilmar Ábrego García após o prazo de 90 dias ter expirado, decidiu uma juíza federal. A decisão afirma que o governo não apresentou um plano viável para deportá-lo.
O caso ganhou relevância no debate migratório após Ábrego García ser deportado por engano para El Salvador no ano passado. Desde o retorno, ele enfrenta propostas de deportação para vários países africanos.
A juíza Paula Xinis, de Maryland, criticou as promessas de remoção sem chances reais de sucesso e destacou que não há motivos para acreditar que a remoção seja possível no futuro próximo. Ábrego García vive nos EUA desde a adolescência.
Ábrego García tem esposa e filho norte-americanos. O imigrante, que entrou no país irregularmente, já havia sido autorizado a permanecer em 2019 pela Justiça de imigração devido ao risco de violência em El Salvador.
Em junho, o governo, sob a gestão de Donald Trump, voltou a não permitir sua permanência e indicou planos de deportá-lo para Uganda, Eswatini, Gana e Libéria. O advogado dele afirmou que a detenção não pode ser punição nem durar sem perspectiva de deportação.
O defensor de Ábrego García afirmou que o sistema de detenção migratória não é destinado a manter pessoas indefinidamente sem um plano concreto. A magistrada ressaltou a ausência de uma rota sensata para a deportação naquele momento.
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