Argentina prepara a votação na Câmara dos Deputados sobre reforma trabalhista em meio a greve geral
A Câmara dos Deputados escolherá nesta quinta-feira se aprova a reforma trabalhista defendida pelo presidente libertário Javier Milei, com sindicatos em greve nacional que paralisam partes do país. A medida já teve passagem pelo Senado, com apoio do governo e aliados de centro-direita.
CGT, maior central sindical do país, afirma que a reforma ameaça proteções históricas dos trabalhadores, incluindo o direito de greve. Em resposta, montou uma greve de 24 horas envolvendo trabalhadores de transporte, setor público e bancos.
A paralisação se soma a uma mobilização da federação de marítimos, que iniciou uma greve de 48 horas na quarta-feira, atingindo principalmente operações de carga no porto de Rosario, um dos maiores hubs de exportação agrícola do mundo.
O governo argumenta que o projeto, aprovado pelo Senado na semana passada, estimulará investimentos e formalização do emprego, contando com o apoio da base governista. O objetivo é manter o ritmo da agenda econômica de livre mercado.
Entre as mudanças propostas, o texto limita o direito de greve ao exigir que serviços essenciais mantenham operações mínimas. Também reduz custos de demissão para empregadores, ao excluir certos bônus do cálculo indenizatório.
A votação na Câmara está prevista para o final desta quinta-feira. Caso haja alterações, o projeto retornará ao Senado para votação final antes de virar lei.
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