A primeira-ministra de Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, rejeitou nesta semana a ideia de enviar um navio-hospital dos Estados Unidos para Groenlândia. A confirmação veio após Donald Trump indicar, nas redes sociais, que buscava enviar a embarcação.
Nielsen afirmou, em postagens, que Groenlândia tem um sistema público de saúde com atendimento gratuito aos moradores, o que considera uma escolha deliberada. Ele acrescentou que o território permanece aberto ao diálogo e à cooperação, inclusive com os EUA.
Além disso, o premiê pediu que eventuais negociações ocorram por meio do canal institucional, evitando provocações em redes sociais. A comunicação ocorreu em meio a tensões sobre o papel de Groenlândia dentro da aliança da OTAN.
Diálogo diplomático
No fim de janeiro, Groenlândia, Dinamarca e EUA iniciaram conversas diplomáticas para tratar de questões entre as partes, após meses de tensão relacionadas à presença militar e a disputas estratégicas no Ártico.
A notícia sobre o navio-hospital surgiu pouco tempo depois de Trump ter informado ter evacuado um tripulante de um submarino americano em águas próximas a Nuuk, capital groenlandesa. Não ficou claro se houve conexão entre o recuo médico e o anúncio.
As discussões pautam uma possível mudança na relação entre Groenlândia e Washington, em meio a esforços para reduzir tensões e manter cooperação em áreas de interesse estratégico e humanitário. A imprensa acompanha o desenrolar das negociações entre os países.
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