O governo britânico mantém conversas com a administração dos EUA para assegurar o “melhor acordo possível” às empresas do Reino Unido diante da ameaça de tarifas mais altas. A intenção é manter o que já havia sido acordado no Economic Prosperity Deal (EPD). A medida ocorre em meio a incertezas sobre tarifas impostas pelo governo americano.
Líderes empresariais afirmam que a expectativa é manter o EPD, anunciado em maio do ano passado por Trump e Keir Starmer, e não romper o acordo. A disputa envolve ajustes em tarifas e exceções para setores como automóveis, farmacêuticos e aço.
A educação britânica, representada pela secretária Bridget Phillipson, reconheceu a volatilidade do cenário, mas disse que o governo busca preservar condições preferenciais de comércio com os EUA. Ela ressaltou a necessidade de continuidade nas negociações.
Desdobramentos na União Europeia e próximos passos
A comunidade europeia acompanha a situação com cautela. Bernd Lange, da Comissão de Comércio Internacional do Parlamento Europeu, indicou que uma votação sobre o acordo EUA-UE pode ser adiada neste momento. O acordo já foi implementado nos EUA, mas ainda depende de aprovação parlamentar na UE.
William Bain, da British Chambers of Commerce, comentou que o Reino Unido deve intensificar as negociações para consolidar o EPD em termos legais. A visão é que o acordo atual oferece um arcabouço para avanços em setores como automóveis, aço e alumínio, além de manter isenções já vigentes.
Analistas ressaltam que a natureza da negociação com a administração atual torna incerta a duração de qualquer acordo. Alguns apontam que o Congresso passa a ter papel ativo na fiscalização e na eventual extensão de tarifas.
A discussão envolve ainda o prazo de 150 dias para novas tarifas de 15%, conforme a Lei de Comércio de 1974, com avaliação de apoio no Congresso até agosto. Acordos futuros podem depender de votações e de negociações adicionais.
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