Donald Trump advertiu nesta segunda-feira (23) que países que quiserem desistir dos acordos comerciais com os EUA enfrentarão tarifas maiores. A ameaça ocorre no contexto da decisão da Suprema Corte que derrubou as tarifas de emergência aplicadas pelos EUA.
Segundo o conteúdo divulgado pelo presidente, os governos parceiros podem ser atingidos por tarifas adicionais sob diferentes fundamentações legais, mesmo após a invalidação das taxas sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional. As publicações ocorreram nas redes sociais.
Trump afirmou que pode ainda impor taxas de licença a parceiros comerciais, ampliando a pressão sobre mercados globais e provocando queda nas bolsas. Ele não detalhou como funcionariam as novas taxas, nem quais setores seriam mais impactados.
Um porta-voz do Escritório do Representante Comercial dos EUA não respondeu a comentários adicionais sobre os planos anunciados. A ATIência econômica amplia a incerteza no curto prazo para negociações em curso com diversas regiões.
Em Bruxelas, o Parlamento Europeu adiou a votação do acordo comercial entre a União Europeia e os EUA após a imposição de uma tarifa temporária de 15% pelos EUA. A medida prevê isenções para centenas de itens e mantém a UE com tarifas reduzidas sobre várias importações norte-americanas.
A tarifa temporária de 15% foi anunciada pelo governo dos EUA no fim da semana anterior, com início de vigência na terça-feira. A decisão também levou a Agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras a suspender cobranças sob regimes considerados ilegais pela Suprema Corte, após a sua decisão.
Mercados reagiram com cautela: as ações de Wall Street registraram queda no início da sessão, refletindo a incerteza sobre a continuidade de acordos comerciais. O dólar registrou queda frente a moedas-chave, sinalizando nervosismo entre investidores.
Perspectivas para novas investigações sob a Seção 301 foram mencionadas pelo representante comercial Jamieson Greer, indicando que o governo pode ampliar o escrutínio sobre práticas comerciais de terceiros. A situação mantém-se em alerta enquanto negociações com China, UE e Índia avançam pouco.
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