Iran e os EUA reabrem negociações indiretas em Genebra para avançar na disputa nuclear e evitar novos ataques, diante de uma grande concentração militar na região.
As conversações são mediadas pelo ministro de Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi, e contam com a participação de Steve Witkoff, enviado especial dos EUA, e de Jared Kushner, genro do ex-presidente Donald Trump. Abbas Araqchi representa Teerã. A reunião ocorre após diálogos anteriores na semana anterior.
O objetivo é buscar um acordo considerado justo por Teerã, que afirma ter direito a tecnologia nuclear pacífica, e pelos EUA, que veem enriquecimento como caminho para armas. Washington e aliados, incluindo Israel, sustentam essa leitura.
Contexto regional
A presença de Washington e de forças militares na região aumenta a pressão por um desfecho diplomático. Em paralelo, a Venezuela de junho passado, ataques a instalações nucleares iranianas já ocorreram, elevando o temor de um conflito mais amplo.
Situação interna do Irã
Dentro do Irã, o líder supremo Ali Khamenei enfrenta crise econômica agravada por sanções, com protestos que se intensificaram. O governo iraniano insiste na retirada de sanções e no reconhecimento do direito de enriquecer urânio, condição citada por Teerã em negociações recentes.
Perspectivas e próximos passos
A reunião em Genebra acontece após declarações de autoridades iranianas enfatizando rapidez no acordo, desde que sejam respeitados seus direitos. O debate envolve também possíveis fases de alívio de sanções e verificação internacional como parte do acordo.
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