Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, chegou ao Caribe na quarta-feira e iniciou reuniões com líderes da região para tratar da crise em Cuba, que preocupa também a estabilidade regional. Oficiais dizem que a crise humanitária pode ter efeitos além das ilhas.
Em Saint Kitts e Nevis, Rubio participou de uma reunião a portas fechadas com a CARICOM, bloco que reúne 15 estados-membros e cinco associados. O objetivo é discutir ações para reduzir migração irregular e combater o tráfico de drogas, entre outros temas.
A visita ocorre depois que a administração Trump intensificou o bloqueio a remessas de petróleo para Cuba, após a retirada do presidente venezuelano Nicolás Maduro, considerado aliado de Cuba, em 3 de janeiro. Ainda não há sinal de flexibilização por parte de Washington.
Rubio deixou Washington após o discurso do State of the Union, no qual o presidente Trump prometeu restaurar a segurança e a liderança dos EUA no Hemisfério Ocidental. O governo também tem pressionado pela cooperação regional para frear o fluxo de recursos ao regime cubano.
Regional concern
Antes da chegada de Rubio, o primeiro ministro jamaicano, Andrew Holness, pediu uma resposta coletiva da CARICOM à crise cubana, que não integra o bloco, mas mantém laços com ele. Cuba envia médicos e professores para países vizinhos, enquanto Washington incentiva mudanças nesse programa.
Holness ressaltou que o sofrimento humanitário não fica apenas em Cuba e pode afetar migração, segurança e economia na região. Em virtude disso, o líder jamaicano pediu diálogo construtivo entre Cuba e os EUA visando desescalada, reformas e estabilidade.
O anfitrião da reunião, o primeiro ministro de Saint Kitts e Nevis, Terrance Drew, afirmou que a CARICOM deve funcionar como canal de diálogo sobre o futuro de Cuba. Ele destacou que uma Cuba instável representa risco a todos os países da região.
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