O Irã e os Estados Unidos retomaram nesta quinta-feira em Genebra as negociações sobre o programa nuclear, buscando encerrar décadas de impasse e evitar aumento de hostilidades. A rodada envolve negociações indiretas entre Teerã e Washington, mediadas por Omã.
Nesta etapa, o Irã apresentou uma proposta com o objetivo de facilitar um acordo, segundo a agência iraniana Irna. A proposta foi apresentada por meio de um intermediário omanense, após encontros entre Abbas Araqchi, ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, e o representante de Omã, Badr Albusaidi.
A agenda inclui a participação de Steve Witkoff, principal enviado dos EUA, e Jared Kushner, genro do presidente norte‑americano, ao lado de Araqchi. O formato das conversas continua sob mediação diplomática de Omã.
Antes de seguir para Genebra, Araqchi afirmou que o objetivo é alcançar um acordo justo e rápido. O Irã reiterou a defesa de não seguir adiante com armas nucleares e defendeu o direito a usos pacíficos da tecnologia nuclear, sob condições diplomáticas claras.
As negociações mantêm posições divergentes desde o início do processo: Washington defende suspensão do enriquecimento de urânio e limitação de mísseis, enquanto Teerã condiciona qualquer redução de atividades ao levantamento de sanções. O diálogo ocorre em meio a acenos de flexibilidade por parte iraniana.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que seria problemático avançar sem progressos sobre o programa nuclear e a área de mísseis balísticos. A posição norte‑americana mantém a ideia de tratar os dois itens em conjunto, conforme relatos de autoridades norte‑americanas.
A reunião acontece no momento em que o governo dos EUA mantém pressões sobre o Irã e, ao mesmo tempo, avalia cenários regionais. A intervenção diplomática busca reduzir riscos de conflito e estabelecer um marco para cooperação pacífica na região.
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