O total de vítimas na guerra na Ucrânia é alvo de estimativas conflitantes e não oficiais. Fontes independentes apontam números próximos de 2 milhões de baixas militares, além de milhares de civis. Kiev e Moscou mantêm posição de relativizar balanços.
O Comissariado ucraniano para Desaparecidos elevou para 90 mil o total de pessoas cujo paradeiro é desconhecido, incluindo militares e civis. O Ministério do Interior cita pouco mais de 99,3 mil adultos desaparecidos, com 3,4 mil mulheres entre eles.
Estimativas não oficiais variam entre 1,2 milhão de baixas atribuídas à Rússia e 500 mil a 600 mil para a Ucrânia, segundo o CSIS. O número de mortos civis na Ucrânia supera 15 mil, conforme balanço da ONU, com dificuldades de verificação.
Relatos de campo destacam complexidade de apurar dados em meio a efeitos de ocupação e censura de informações. Investigadores utilizam redes sociais, testemunhos e imagens para reconstruir episódios de violência e identificar possíveis crimes de guerra.
Em Bucha, investigações e registros oficiais correlacionam mortes de civis com ocorrências registradas em 2022; peritos indicam que nem todas as mortes foram resultado de ações diretas de combate. Casos de identificação de corpos seguem em andamento.
A recusa de divulgar números detalhados, tanto por parte de autoridades quanto de milícias em áreas ocupadas, dificulta o retrato completo. Tribunais internacionais, como o Tribunal Penal Internacional, acompanham investigações em curso sobre a invasão.
Sobre prisioneiros de guerra, a contagem varia entre 4 mil ucranianos mantidos por a Rússia e cerca de 7 mil russos mantidos por Kiev. Intercâmbios de prisioneiros já ocorreram diversas vezes, com centenas de retornos relatados pelas partes envolvidas.
O cenário permanece marcado por lacunas significativas de dados, principalmente em territórios ocupados. A avaliação de danos humanos depende de fontes diversas e de métodos que tentam preencher o vazio de informações oficiais.
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