O Irã e os Estados Unidos vivem uma relação tensa há quase 50 anos, marcada por conflitos diplomáticos, militares e sanções. O presente texto resume episódios-chave desde a Revolução Islâmica de 1979 até ações recentes no Oriente Médio, sem partidarismo.
Em 4 de novembro de 1979, estudantes iranianos tomaram a embaixada dos EUA em Teerã, exigindo a extradição do xá deposto. Ao todo, 52 diplomatas ficaram reféns por 444 dias, influenciando décadas de desentendimentos bilaterais.
Washington rompeu relações diplomáticas e impôs embargo comercial em abril de 1980, ainda no clima da crise dos reféns. A ruptura moldou o relacionamento entre as duas nações ao longo dos anos seguintes.
História recente
Em 1995, o governo americano impôs embargo total ao Irã, acusando o país de apoiar o terrorismo. Sanções atingiram principalmente setores de petróleo e gás do Irã.
Em 2002, os EUA classificaram o Irã como parte do “eixo do mal”, associando o país a atividades consideradas terroristas. Em 2019, a Guarda Revolucionária foi listada como organização terrorista estrangeira.
A década de 2010 trouxe a questão do programa nuclear iraniano. Em 2015, Iran e seis potências assinaram um acordo para limitar o enriquecimento de urânio, com suspensão gradual de sanções. ONU ratificou o pacto no mesmo ano.
Avanços e retrocessos
Em 2018, o governo Trump retirou-se do acordo nuclear e restabeleceu sanções. Em 2019-2020, Teerã deixou de cumprir parte das obrigações do pacto e negociações diplomáticas falharam.
Em 2025, a ONU restabeleceu sanções e o acordo foi considerado expirado em seguida, caso não tenha sido reativado. A comunidade internacional acompanhou as tentativas de resgate das regras do tratado.
Em 3 de janeiro de 2020, o general Qassem Soleimani foi morto em ataque dos EUA em Bagdá. O Irã respondeu com ataques de mísseis a bases no Iraque que recebiam tropas americanas.
Operações e desdobramentos
Em 2025, durante tensões regionais, os EUA lançaram ataques contra instalações nucleares no Irã, em meio a um período de escalada entre Washington e Teerã.
Em fevereiro de 2026, Washington anunciou operações de grande envergadura com apoio de Israel, após explosões em Teerã e outras cidades iranianas. As forças americanas reforçaram presença no Golfo e no Mediterrâneo.
O contexto envolve conversas indiretas mediadas por Omã, com objetivos de limitar o programa nuclear e balísticas iraniano. As partes buscaram um acordo que não avançou na prática até o momento.
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