O mediador de Omã, Badr al Busaidi, afirmou que o acordo de paz entre EUA e Irã estava ao alcance, minutos antes de ataques de Israel e EUA aumentarem as tensões. As negociações tinham avançado na véspera, com Teerã aceitando concessões inéditas.
Horas depois, Busaidi reuniu-se com o vicepresidente dos EUA, J. D. Vance, em Washington, para repassar o ritmo das negociações. O encontro ocorreu no momento em que ataques aéreos intensificavam a região.
O acordo apontado envolveria o Irã não acumular urânio enriquecido e degradar o urânio altamente enriquecido até níveis neutros, inviabilizando a produção de arma nuclear. Ainda haveria adesão a inspeções do OIEA.
Conforme o mediador, Washington também poderia ter acesso a inspeções, desde que houvesse um acordo justo. A ideia era ampliar a verificação por meio de inspeções totais do OIEA.
O Busaidi já havia mediado as negociações em Omã e em Genebra. Na rodada recente, ele informou que o encontro de sexta-feira em Genebra foi produtivo, mesmo sem details tornados públicos.
Na sequência, o chanceler iraniano Abbas Araghchi desembarcou em Genebra para a última rodada de conversas com a mediação omanita, com foco na verificação e na desnuclearização gradual do programa iraniano.
Antes disso, o tom de alerta aumentou regionalmente: EUA autorizaram a retirada de estrangeiros de algumas áreas do Oriente Médio, enquanto as forças israelenses reforçavam ações contra alvos no Irã e em seus apoiadores.
Para analistas, a mediação omanita continua sendo um canal sensível para evitar uma escalada maior. O governo de Omã, porém, costuma manter silêncio sobre detalhes das tratativas.
Ainda não há confirmação de retorno imediato a negociações formais. Durante a semana, uma nova rodada em Genebra e discussões técnicas com a OIEA estavam previstas, segundo fontes ligadas ao tema.
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