O parlamento da Malásia, em Kuala Lumpur, rejeitou nesta segunda-feira uma emenda constitucional que limitaria o mandato de primeiro-ministro a duas legislaturas, como parte da agenda de reformas da coalizão do premiê Anwar Ibrahim. A votação teve participação elevada de abstenções e não houve votos de não.
A proposta previa limitar qualquer mandato como PM a no máximo 10 anos. Na prática, a emenda foi derrotada com 146 votos a favor, dois a menos do requisito de dois terços. Abriram 44 abstenções, enquanto 32 deputados estavam ausentes.
A ministra da Justiça, Azalina Othman Said, afirmou antes da votação que a ampliação do poder não enfraqueceria a autoridade do rei, que nomeia o primeiro-ministro. Segundo ela, o limite fortaleceria a integridade institucional.
O resultado ocorre em meio a insatisfações dentro da própria coalizão de governo, que já questiona a implementação das reformas. Anwar afirmou que continuará com outras mudanças neste ano, incluindo a lei de ombudsman e a separação das funções do procurador-geral.
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