Indonesia afirma que se retirará da Board of Peace se a plataforma não beneficiar os palestinos
Jakarta, 6 de março. O presidente Prabowo Subianto informou a grupos islâmicos locais que deixará a Board of Peace, liderada pelo governo dos EUA, caso o conteúdo da iniciativa não traga benefício a Palestina. A decisão foi comunicada por meio de um comunicado do governo.
A participação da Indonésia, maior país muçulmano do mundo, na placa e o envio de tropas para uma força de estabilização em Gaza têm gerado críticas de especialistas e de grupos muçulmanos domésticos, que veem risco de comprometer o apoio à causa palestina.
Reunião e motivações
Prabowo reuniu líderes dos grupos na noite de quinta-feira e reiterou os argumentos para integrar a board, conforme o comunicado da Secretaria de Comunicação do governo. A intenção é manter o foco nos interesses nacionais indoneses e palestinos.
A posição do presidente foi reiterada por Hanif Alatas, porta-voz do Front Iman Islâmico, que afirmou que a retirada ocorrerá se não houver benefício claro para a Palestina. A nota oficial destaca que o vínculo com os interesses nacionais é essencial.
Reações de entidades religiosas
O Conselho Indonês de Ulemas, principal órgão clerical, já havia defendido a saída da Indonésia da Board, citando a atuação dos EUA no conflito regional. A posição foi comunicada após análise de riscos e impactos para a política externa.
Nahdlatul Ulama, maior grupo muçulmano do país, sugeriu que o governo utilize a board para incentivar a de-escalada no conflito, e citou a possibilidade de suspender a agenda até haver avanços nas negociações entre israelenses e iranianos.
Status do diálogo internacional
Até o momento, todas as discussões na Board of Peace estão suspensas devido à guerra na região. O ministro das Relações Exteriores da Indonésia, Sugiono, já havia mencionado esse adiamento anteriormente, sem indicar novas datas.
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