Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores do Brasil, reforçou que o governo mantém uma linha de diálogo multilateral para lidar com tensões internacionais. Em entrevista ao jornal espanhol El País, ele descreveu as conversas entre Lula e Trump como amistosas e sem imposições.
O chanceler foi questionado sobre intervenções militares e ressaltou o compromisso brasileiro com ONU, não intervenções. Ele criticou o que chamou de invasão na Venezuela e mencionou a frustração com agravamentos no Oriente Médio, destacando o papel mediador de Omã.
A entrevista ocorreu no Palácio Itamaraty, no Rio de Janeiro, sede da diplomacia brasileira. Vieira participou de uma rodada de contatos que inclui visitas de Lula a Washington e a Barcelona, previstas para este ano, com foco em cooperação regional.
Sobre Maduro, Vieira manteve que o Brasil defende o devido processo internacional e a responsabilização dentro do marco legal venezuelano. A posição enfatiza o retorno de figuras políticas ao debate democrático interno.
Quanto às relações Brasil-Estados Unidos, o ministro afirmou que o país mantém diálogo ativo com Washington em várias áreas, inclusive com o secretario de Estado atual. O objetivo é aprofundar cooperação contra crime organizado e violência transnacional.
No cenário regional, Vieira ponderou que a relação com China segue estável, ressaltando a importância comercial do gigante asiático para o Brasil. Ele destacou que a cooperação não deve inviabilizar parcerias com outros países.
Sobre o eventual acordo com Trump, o chanceler disse que as conversas têm sido produtivas, sem impor condições. Lula e Trump já discutiram temas de interesse comum, com a estratégia de preservar espaços de negociação.
O ministro comentou também a participação de líderes latino-americanos em eventos nos EUA, afirmando que o governo brasileiro acompanha o ritmo diplomático e reforça a busca por soluções multilaterais para crises globais.
Entre na conversa da comunidade