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BRICS enfrenta crise de relevância internacional e impactos globais

Conflitos entre membros expõem fragilidade do Brics, cuja expansão agrava divergências e reduz a influência política e econômica do bloco

Lula e Ramaphosa, membros dos Brics, se reuniram em Brasília em meio ao conflito no Oriente Médio.
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Nos últimos meses, o Brics vive uma crise de relevância internacional. Conflitos armados entre membros recentes expuseram fragilidades na cooperação do bloco. O Irã tem bombardeado a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, situações sem mecanismo de mediação interno. O viés crítico ao Ocidente, antes central, parece não ter resposta conjunta diante dessas crises.

A expansão do grupo trouxe rivais históricos para a mesma arena. China e Rússia continuam com peso considerável, mas surgiram nações com interesses regionais conflitantes. Analistas destacam que o Brics deixou de ter uma moldura comum para se tornar uma coalizão de países com trajetórias distintas.

O governo brasileiro mantém o esforço de tratar o Brics como eixo de diplomacia externa, buscando projetar o país como liderança do Sul Global. Em reuniões recentes com líderes de outros membros, o bloco não foi apresentado como ferramenta para negociações de paz, sinalizando dúvidas entre alguns fundadores sobre a eficácia da organização.

No âmbito econômico, o foco permanece em reduzir a dependência do dólar, ainda que haja divergências claras. A Índia resiste à ideia de substituir a moeda norte-americana, enquanto a Rússia defende opções de pagamento alternativas. A falta de consenso sugere um papel mais retórico do que de resultados práticos.

Especialistas afirmam que o Brics não funciona como aliança militar. A percepção é de que o bloco funciona mais como espaço para visibilidade do que como instrumento geopolítico com capacidade de ação coordenada. A influência continua concentrada em China e Rússia, com pouca alavanca para os demais membros.

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