Um professor da UFMG contesta a decisão dos EUA de classificar PCC e CV como organizações terroristas. Lucas Carlos Lima disse que a medida representa violação de soberania nacional e caracteriza um unilateralismo exacerbado. A fala ocorreu em entrevista ao Hora H.
Segundo Lima, a classificação mistura regimes jurídicos distintos e não se sustenta juridicamente. Ele afirmou que o PCC e o Comando Vermelho possuem condutas altamente criticáveis, mas não se enquadram na Convenção de Financiamento do Terrorismo de 1999.
O especialista reforçou que mecanismos internacionais existentes tratam de crime organizado e terrorismo de forma diferente. Ele citou a Convenção de Palermo de 2000, que prevê extradição e cooperação entre serviços de inteligência, antes de ações mais severas.
Diferenças entre crime organizado e terrorismo
Para Lima, o cenário atual revela um unilateralismo americano ao usar leis domésticas para intervir em outros países. Ele afirmou que o Brasil precisa fortalecer sua soberania com medidas diplomáticas e jurídicas adequadas.
Apesar da tensão, o professor destacou espaço para diálogo. Há cooperação a ser retomada e soluções diplomáticas, sem adotar ações mais drásticas de imediato, segundo seu entendimento.
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