O governo brasileiro manifestou nesta terça-feira apoio à candidatura de Michelle Bachelet ao cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A declaração ocorreu durante a 70ª sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher, em Nova York. Estiveram presentes a primeira-dama Janja Lula da Silva e a ministra das Mulheres, Márcia Lopes.
A ministra destacou que, apesar de décadas de atuação internacional pela igualdade de gênero, a ONU nunca teve uma mulher na liderança. A avaliação é de que a América Latina tem mostrado maturidade política para representar lideranças qualificadas, reconhecendo a trajetória de Bachelet em defesa da democracia, dos direitos humanos e da igualdade de gênero, raça e etnia.
Essa não é a primeira vez que o governo brasileiro cita Bachelet como uma das candidatas consideradas excelentes para a liderança da ONU. A diplomacia brasileira já incluiu a ex-presidente entre as candidatas qualificadas, ao lado de outras líderes da região. O atual secretário-geral António Guterres assume o cargo desde 2017 e tem mandato até 31 de dezembro deste ano.
Quem é Michelle Bachelet
Michelle Bachelet é médica e ex-presidente do Chile, tendo governado o país em dois mandatos, de 2006 a 2010 e de 2014 a 2018. Em seguida, atuou como alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, posição em que defendeu a transparência eleitoral e criticou ataques a instituições democráticas.
Bachelet ganhou destaque no exterior por posicionamentos que defendem direitos humanos e defesa de reformas em educação, tributação e redução de desigualdades. A trajetória internacional é citada pela imprensa como fator relevante para a possível liderança da ONU.
Esta nota está em atualização. Credita-se às fontes oficiais e à cobertura diplomática sobre a pauta da ONU.
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