Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Japão avança com cautela na energia nuclear 15 anos após Fukushima

Japão avança com pés de plomo na recuperação da energia nuclear, reativando 15 dos 30 reatores, sob escrutínio da população e de especialistas sobre segurança

Imagen satelital en la que se aprecia la nube radiactiva en la central nuclear de Fukushima Daiichi, en Japón, golpeada por un tsunami el 11 de marzo de 2011.
0:00
Carregando...
0:00

A energia nuclear retorna ao roteiro energético do Japão, ainda sob forte cautela. Novas autorizações de reinício foram concedidas após anos de suspensão. A retomada ocorre 15 anos após o acidente de Fukushima e sob rígidos controles regulatórios.

Ao todo, eram 54 reatores no país antes do desastre de 2011. Hoje, apenas 15 estão em operação, fornecendo cerca de 9% da eletricidade nacional. 24 unidades já foram fechadas ou estão em descomissionamento definitivo.

O reinício mais recente ocorreu na usina Kashiwazaki-Kariwa, em Niigata. A planta havia recebido autorização da NRA em 2022, mas aguardou três anos para obter aprovação da população local e entrar em funcionamento.

A Tepco, controladora da Kashiwazaki-Kariwa e ex-proprietária da Fukushima Daiichi, lidera o retorno. O caso evidencia o escrutínio público sobre a confiabilidade da empresa e o histórico de irregularidades associado a Fukushima.

O governo japonês reforçou que a segurança é prioridade, adotando normas mais rígidas e fortalecendo a regulação nuclear. O objetivo é compatibilizar a continuidade do setor com metas de neutralidade de carbono até 2050.

Além da necessidade energética, o governo aponta demanda de IA, dados e semicondutores como novos motores de consumo de eletricidade. A meta é distribuir a matriz entre renováveis, nuclear e termelétricas até 2040.

Do ponto de vista técnico, o Ministério da Economia, Comércio e Indústria aponta avanços, como uso de drones para inspeção e um campo de provas de robótica para Fukushima. Tais recursos ajudam no descomissionamento.

A agenda de Fukushima Daiichi prevê duas fases de encerramento, em 2041 e 2051. O destino final do terreno dependerá de consulta pública na região, após a desativação completa.

Desafios e críticas se mantêm. Especialistas questionam a viabilidade de ampliar o parque nuclear e a gestão de resíduos. Analistas lembram que o Japão precisa reduzir a dependência da energia nuclear gradualmente.

Para moradores da região, o retorno da energia nuclear carrega lembranças do trauma de 2011. Relatos de pessoas locais destacam continuo temor com a radiação, ainda que o país apure padrões de segurança.

Avanço regulatório e perspectivas

O retorno de Kashiwazaki-Kariwa é visto como marco técnico e político. Autoridades ressaltam que a retomar energia nuclear ocorre dentro de um marco de aceitação social mais exigente e de responsabilidade de reparação histórica.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais