O presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou na quarta-feira 11 para os presidentes da Colômbia e do México. O objetivo foi discutir o debate nos Estados Unidos sobre classificar o PCC e o CV como organizações terroristas e avaliar impactos para a segurança regional.
A iniciativa visa construir uma frente diplomática na América Latina para tratar do tema sem recorrer à criminalização generalizada. Lula busca manter soberania e evitar repercussões negativas para direitos humanos e políticas de segurança.
Contexto regional e motivações
Além disso, o governo brasileiro acompanha o interesse americano em entender a atuação transnacional das facções. Autoridades dos EUA buscam informações sobre estrutura, financiamento e alcance do PCC e do CV.
O promotor Lincoln Gakiya, do Gaeco de Presidente Prudente, afirmou que Washington não deve considerar apenas a posição do Brasil. Ele contou que representantes dos EUA estiveram no Brasil em 2025 para entender a ameaça.
A possível designação nos EUA poderia intensificar a pressão internacional contra o Brasil, exigir sanções e ampliar cooperação entre agências. O governo teme impactos negativos para políticas de segurança e direitos humanos.
O governo também ressalta o risco de endurecimento de políticas de segurança e de impactos na população carcerária. A pauta levanta ainda questões sobre interferência externa na soberania nacional.
Conversa com Colômbia e México busca soluções regionais para o crime organizado transnacional. O objetivo é fortalecer cooperação em inteligência, fronteiras e lavagem de dinheiro com respeito à soberania.
O desfecho do tema nos EUA pode influenciar a política de segurança pública brasileira e as relações com Washington e com a região. A estratégia diplomática ressalta a busca por soluções conjuntas.
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