Ghana pretende apresentar uma resolução à Assembleia Geral da ONU reconhecendo a escravidão transatlântica como o mais grave crime já cometido pela humanidade e pedindo reparações. O governo ghanoense aponta apoio amplo, apesar de resistência na Europa.
O texto proposto reconhece o tráfico de pessoas como crime de maior escala, duração, legalização e consequências duradouras. A expectativa é obter acordo entre vários Estados membros, segundo o Ministério das Relações Exteriores de Ghana.
A iniciativa ocorre em meio a críticas sobre responsabilidade de Estados e instituições atuais por injustiças históricas. O ministério afirmou que não se busca reabrir feridas, mas tratá-las com a verdade.
Apoio regional e internacional
Nações africanas e caribenhas têm pressionado por tribunais de reparações sob a ONU, com apoio de propostas de reparações que vão de compensação financeira a pedidos de desculpas formais.
A União Africana já sinalizou uma visão unificada sobre reparações, aprovando a ideia durante um cime de líderes, indicando alinhamento entre seus 55 membros.
Caribe e outras nações também trabalham em planos próprios de reparação, fortalecendo a perspectiva de apoio mútuo em foros internacionais, segundo fontes associadas ao tema.
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