Miguel Diaz-Canel, presidente de Cuba, deve falar à imprensa neste sexta-feira, em Havana, em uma aparição rara. O pronunciamento ocorre em meio a uma grave crise econômica e à pressão crescente do governo dos EUA, liderado por Donald Trump.
Segundo anúncio do governo cubano, o discurso será às 7h30 (horário de Cuba). A presença não envolve imprensa estrangeira, que não foi convidada, e, se houver perguntas, elas devem ser feitas por repórteres nacionais previamente aprovados.
A fala se apresenta como continuidade de um evento de 5 de fevereiro, quando Diaz-Canel alertou para a adoção de medidas extremas diante do cenário econômico, com frequentes quedas de energia e escassez de combustível agravadas pelo bloqueio promovido pelos Estados Unidos.
Dias-Canel também sinalizou disposição para dialogar com Washington, desde que Cuba seja tratado com respeito e sem condições prévias. O governo cubano nega encontros oficiais com autoridades americanas, mas não descartou discussões em via não institucional.
O contexto envolve declarações recentes de Trump sobre negociações de alto nível com representantes cubanos e o fim de apoio externo relevante, após a prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro e a interrupção do abastecimento de petróleo venezuelano a Cuba.
Trump tem feito comentários sobre a situação cubana, afirmando que o país está à beira do colapso ou de um acordo com os EUA. Em declarações públicas, ele mencionou a possibilidade de intervenção, com tom de cautela e expressões vagas sobre o desfecho.
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